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A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes-Abrasel está divulgando uma nota sobre o avanço dos casos de pandemia em Santa Catarina, com posição contundente contra um novo lockdown. Considera a medida agora uma decisão irresponsável.

Afirma textualmente: “O lockdown é uma medida extrema, que se justifica para permitir o aumento da capacidade do sistema de saúde e achatar a curva de contaminação do coronavírus. Adotada no início da pandemia, foi uma medida “responsável” e eficaz ao reduzir o número de contaminados e adiar o pico da contaminação”.

O poder público, contudo, falhou nas medidas de caráter preventivo, de acordo com a entidade.

– Agora pagamos um preço alto: não tivemos os benefícios esperados, adiamos o pico da contaminação para o inverno – o pior momento – e não demos o devido suporte aos empresários e trabalhadores, colocando em risco empresas e empregos- adverte, apontando o risco de um colapso no sistema financeiro e no setor de comércio e serviços.

Depois de apontar que o retorno do sistema de transporte coletivo não teve qualquer influência no aumento da contaminação, conclui condenado um novo confinamento total: “Um segundo lockdown apenas adiará o iminente colapso do sistema da saúde. Entretanto, certamente irá colapsar o sistema produtivo, fechando ainda mais empresas e aumentando a taxa de desemprego. Insistir nesta estratégia, sem explicar como as pessoas sustentarão suas famílias e manter o seu equilíbrio psicológico, é uma decisão “irresponsável”. Precisamos preservar a saúde da população – física, mental e financeiramente.”

A nota

Intitutulada “Lockdown: uma medida responsável ou irresponsável ?”, a nota da Abrasel tem o seguinte teor:

“Próximos de completarmos quatro meses do anúncio do lockdown em Santa Catarina, e sob a ameaça de a medida ser anunciada novamente, precisamos ponderar sobre a eficácia desta medida. Não se trata de um jogo de forças ou de uma escolha binária entre o que é mais importante: saúde ou economia. Desnecessário apontar as razões e contrarrazões de qualquer um dos lados. Se ambos são fundamentais e interdependentes, precisamos buscar o melhor equilíbrio possível entre as duas áreas, vitais para a sobrevivência dos indivíduos.

O lockdown é uma medida extrema, que se justifica para permitir o aumento da capacidade do sistema de saúde e achatar a curva de contaminação do coronavírus. Adotada no início da pandemia, foi uma medida “responsável” e eficaz ao reduzir o número de contaminados e adiar o pico da contaminação. Porém, tivemos tempo suficiente para aumentarmos a capacidade do sistema de saúde, mas, pela ineficiência do Estado, não aproveitamos este tempo precioso. Agora pagamos um preço alto: não tivemos os benefícios esperados, adiamos o pico da contaminação para o inverno – o pior momento – e não demos o devido suporte aos empresários e trabalhadores, colocando em risco empresas e empregos. A realidade é que estamos próximos de atingir, simultaneamente, os limites dos sistemas de saúde e produtivo.

Certamente a solução não virá de um novo lockdown e exemplos não faltam. Em Belo Horizonte, que tem diversas atividades econômicas suspensas há mais de 100 dias, apresenta números elevados de contágio e internações. Também podemos citar Florianópolis, que até o momento apresentou somente um caso confirmado entre todos os que realizaram o controle de check-in no sistema de transporte público e no comércio local.

Um segundo lockdown apenas adiará o iminente colapso do sistema da saúde. Entretanto, certamente irá colapsar o sistema produtivo, fechando ainda mais empresas e aumentando a taxa de desemprego. Insistir nesta estratégia, sem explicar como as pessoas sustentarão suas famílias e manter o seu equilíbrio psicológico, é uma decisão “irresponsável”. Precisamos preservar a saúde da população – física, mental e financeiramente.”

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