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Os bares e restaurantes catarinenses, que representam 5% do PIB estadual e geram 100 mil empregos em Santa Catarina, tomaram um baque na crise provocada pela pandemia da Covid-19, segundo um levantamento da sucursal catarinense da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

Para o presidente da entidade, Raphael Dabdab, o delivery não foi o bastante para segurar o setor.

“A demanda pelo serviço de delivery não cresceu na mesma proporção da oferta, fazendo com que em alguns casos houvesse até redução nas vendas.

Segundo ele, “em um setor que tem fluxo de caixa para uma semana, retomar depois de uma paralisação de cinco semanas sem suporte financeiro é um enorme desafio, pois é necessário recompor estoques, regularizar pagamentos e recuperar a equipe”.

De acordo com Dabdab, as linhas crédito ainda são escassas e de difícil acesso, por exigir garantia real e/ou Certidão Negativa de Débitos (CND), “como vimos na demanda pelo crédito disponibilizado pelo Badesc, que superou em 11 vezes o valor disponível, mesmo tendo várias restrições cadastrais”. Ele reitera que a demora na efetivação de suporte financeiro às empresas do setor fatalmente significará ainda mais desemprego.

“As suspensões e reduções podem representar mais demissões caso não haja auxílio financeiro dos governos federal, estadual e municipal”, afirma.

“Enquanto reconhecemos o esforço da União em implementar medidas para preservar empresas e empregos, vemos a omissão do Governo do Estado e dos municípios, que pouco ou nada tem feito neste sentido. É preciso disponibilizar linhas de crédito dos bancos de desenvolvimento e fomento e efetuar diferimento de impostos estaduais e de taxas municipais para preservarmos a geração de empregos, antes que seja tarde demais”, finaliza Dabdab.

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